PROJETO THE ROAD SO FAR – TEXTO DOS VENCEDORES



Galera, esse post é pra finalizar a segunda parte do Projeto “The Road So Far”.  Foi muito bacana ver a participação da galera. Tivemos muitos textos, alguns bons, alguns ótimos e outros não tão bons. Mas o que conta é que o pessoal escreveu, colocou suas ideias e foi muito bom ler o ponto de vista de cada um. Foi muito bom “rever” a segunda temporada aos olhos de todos vocês.


Foi muito difícil escolher. O processo se deu da seguinte maneira: todos os moderadores lerem cada texto, então cada um ia selecionando o que achava que valia a pena. Depois disso cruzamos as informações e vimos quais eram iguais pra todos. Sobraram em torno de dez. Desses dez fizemos uma nova seleção (sempre cruzando os textos que eram comum na avaliação de todos), e sobraram cinco. Desses cinco filtramos mais um pouco e ficaram os três vencedores. 


No início seriam apenas dois vencedores, mas em virtude da pessoa que venceu a primeira parte do projeto, não entrar em contato conosco pra reclamar seu prêmio, nós resolvemos premiar três textos, porque realmente estavam muito bons.


Portanto aqui estão os textos dos vencedores (eles serão publicados na integra). Todas as palavras contidas nos textos são de inteira responsabilidade de quem escreveu, ninguém do blog tem crédito algum por isso.


Eu espero que vcs se divirtam, como nós nos divertimos. E parabéns a todos os participantes, vocês realmente são ótimos..




Sarah Caus –  1º lugar 
(Prêmio – caixa com as 5 temporadas de Supernatural)
                              
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Créditos para imagem: wallpapergate

   
 Um vício Sobrenatural
Família. Sinônimo de lealdade. Muito disso foi construído e explorado em Supernatural. É incrível que, quando relacionamos essa palavra com a série, logo lembramos do amor de irmão entre Dean e Sam. Lendas urbanas, demônios, monstros, vampiros, fantasmas são apenas algumas coisas que já passaram pela tela na criação de Eric Kripke. Sempre munida de boa qualidade técnica e uma história atraente, a saga dos irmãos Winchesters tem roubado atenções e sorrisos de muitos fãs (inclusive meus). Embora a série tenha tido muitos altos e baixos, ela manteve seu nível de qualidade bastante bom e em momento algum perdi o interesse por ela. Embora muitos fãs da série, considerem as últimas temporadas as melhores, eu pessoalmente discordo. Penso que as melhores sem duvida alguma foram a primeira e a segunda, e fico feliz ao ver que a sétima está voltando às telas.

Supernatural me tomou de uma forma inexplicável, inesperada e inesquecível. A segunda temporada tem inicio com o fim da primeira, com o acidente de carro da família Winchester. Como conseqüência Dean ficou a beira da morte. Pensei que os três iriam sair com alguns arranhões e iriam atrás do “demônio dos olhos amarelo”, mas a coisa foi realmente séria. John decide se sacrificar para salvar a vida de Dean. Esse desfecho faz com que os irmãos continuem a ajudar pessoas com casos sobrenaturais, enquanto caçam Azazel e tentam entender os poderes de Sam e o que o demônio planeja para ele.

Algumas coisas me marcaram profundamente nessa temporada: uma delas foi o episódio 17, “Coração’’, em que Sam, depois de muito tempo sem se envolver com alguém, conhece Madson e logo se interessa por ela. No decorrer do episódio, descobre que ela é o lobisomen que eles procuravam e Sam se vê obrigado à mata-lá. Outro ponto da temporada que me marcou foi quando Dean, sempre forte, teve dificuldades de aceitar a morte do pai e começou a agir como se não se importasse. Ele vai deixando transparecer a dor da perda, enquanto Sam tenta ajuda-lo a superar. Aparece nessa temporada, Jô, uma jovem loira muito eficaz no que faz. Também apareceram outros personagem que continuam na série, como Ellen, Gordon e Ash.

A história geral que envolve a série é cativante, sem falar dos personagens principais: Dean, com seu humor sempre afiado, dirigindo seu Impala 67, e Sam (doce Sammy), sempre sensível, porém com um forte carisma. São eles que proporcionam momentos cômicos e inesquecíveis à série. A acompanhar estas histórias temos a incrível trilha sonora, com bandas como AC/DC, The Doors, Muse, entre muitas outras. Só tenho a agradecer ao elenco, os diretores, os atores e a vocês do site que me proporcionaram a chance de poder me expressar. A todos vocês, o meu sincero OBRIGADA.
Os três que mais gostei:
2×02 ‘’Todos amam o palhaço’’
‘’E parece que palhaços matam’’
Sendo uns dos episódios mais assustadores de todos, ‘’todos amam o palhaço’’ teve seus pontos fortes, até porque palhaços podem ser considerados personagens macabros, pelo menos para mim. Aquela maquiagem exagerada e as roupas coloridas, sempre a um psicopata por trás disso tudo. Outro ponto chave, e o mais importante, foi Dean tentar não demonstrar o quanto estava sofrendo pela morte do pai. Ele chegou a descarregar toda a sua raiva no Impala, e acho que isso fez o episódio ficar muito mais tocante.
2×15 Tall Tales
‘’De mamilos roxos a bla bla bla’’
Sem duvidas o episódio mais engraçado da série foi o ‘’Exagerado’’ quando o malandro apareceu pela primeira vez. Ele era um tipo de semi-deus pagão que consegue criar o que ele quiser, desde uma assombração, um extraterrestre maníaco por sexo ou até um crocodilo gigante vivendo no esgoto. O mais divertido desse episódio é que os garotos chamam o Bob para ajudar a desvendar esse mistério e cada qual conta sua versão da história, o que deixa tudo mais engraçado e interessante. A briga do Dean com o Sam por causa do desaparecimento do computador ou dos pneus furados do Impala, me proporcionou muitas risadas.
2×01 Na Hora da Minha Morte
‘’Mate-o ou salve-o’’
Foi até triste John ter encontrado seu fim no primeiro episódio, pensei que como pai dos protagonistas e mentor dos mesmos, iria ter mais destaque ou um final mais digno, mas isso ajudou no drama dos personagens. Esse foi um dos episódios mais marcantes de toda a série, um início de temporada que valia como um season finale de tão emocionante que foi. O infeliz desse episódio é que como John sabia que não tinha como Dean melhorar, trocou sua alma e a Colt pela vida do próprio filho. E o mais infeliz ainda é que antes disso, o Sam tinha brigado com ele, pois julgava que o pai só queria saber de caçar Azazel. A reação tanto do Dean ao escutar as últimas palavras do pai e do Sam ao ver John morto no chão são únicas. Acho que a morte dele fez os dois amadurecerem e perceberem que a vida deles deveria ser a caçando coisas.
Os três que menos gostei:
2×20 Apenas um sonho
’Foi apenas um desejo’’
Esse episódio mostrou como seria a vida da família Winchester se o demônio dos olhos amarelos nunca tivesse aparecido. Dean trabalharia numa oficina e namoraria com uma enfermeira, Mary e Jéssica estariam vivas e Sam seria um advogado de sucesso. Porém os irmão não se dariam bem. Talvez dentro do Dean esse fosse seu maior desejo, mas quando ele voltou a realidade e viu que ele e Sam estavam juntos e fortes, como sempre, foi um alivio.
2×12 Caminhante Noturno
‘’O andróide do futuro’’
O metamorfo retorna nessa segunda temporada no episódio ‘’Caminhante Noturno’’, quando Dean e Sam tentam desvendar o mistério de um assalto e de um suicídio, e conhecem Ronald, o ex segurança da loja. Essa é a parte legal, Ronald acha que é um andróide e acaba trancando todo mundo no banco com o metamorfo lá. O triste é que no final Ronald acaba sendo morto pela policia e Dean se vê numa emboscada. Achei bem curioso como eles escapam do banco disfarçados de agentes federais.
2×08 O Blues da Encruzilhada
‘’10 longos e prazerosos anos’’
Um dos episódios que mais me chamaram a atenção foi àquele sobre o pacto demoníaco. Ele mostrou como fazer, enquanto Dean e Sam tentam salvar as pessoas que já tinham feito. Vale a pena ter o que mais se quer para depois de 10 anos os cães do  inferno te levarem¿ Se vale eu não sei, mas esse episódio tem grande importância para o drama ao longo da série, e é o que da continuidade a terceira temporada.
                                                                                      Sarah Caus, 30/08
ALANA ALVES 2º LUGAR
(Prêmio – DVD oficial da segunda temporada de Supernatural)
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Créditos pela imagem: wallpapergate
      São seis temporadas, cento e vinte e seis episódios, dois protagonistas, um carro clássico, conversas imensamente satirizadas e inúmeras trilhas sonoras, formalmente dizendo, este seria um resumo bem explicativo do que viria a ser supernatural.

      Porém, e no ponto de vista de um fã? Como um fã descreveria aquilo que mais ama com apenas palavras ? Ele poderia dizer que o seriado se baseia com o céu e o inferno nas mãos de dois irmãos. Ou, vendo de uma forma mais significativa, poderia citar o fato de como o amor fraternal que vimos em cada episódio durante esses seis anos foi tão incrivelmente inabalável, que nem mesmo a morte, o Diabo, e até mesmo o próprio Deus foi capaz de sucumbi-lo.

       Bem, talvez, este seja nosso ponto de partida. Supernatural é aquilo que eu chamaria de inexplicável, palavras pomposas nem muito menos parágrafos repletos de argumentos conseguiria refletir o grande impacto que ela detém sob os seus fãs, mas é incrível como algo tão complexo assim, poderia ser bem definido apenas murmurando uma certa música do Kansas. 

      Como diz a própria sinopse, a segunda  temporada começa com um sacrifício, o pacto de John para salvar Dean, (vale à pena frisar que esse foi o primeiro pacto da série, e um dos mais importantes, pois esse pacto que parecia prejudicar apenas John resultou em uma reação em cadeia, como vimos nas temporadas posteriores)a ausência do líder da família, não apenas desatou o laço que unia os Winchesters, como também deixou essa temporada uma das mais difíceis. Dean completamente desorientado, tivemos que presenciar seu medo e culpa que o acompanharam até o final.Culpa, por seu pai ter morrido no seu lugar. Medo, por ter que perder seu irmão, o único que sobrará de sua família após o ataque do demônio de olhos amarelos (ainda sem um nome conhecido pelos irmãos na época). Seu pai se foi e mais uma vez deixou uma carga maior que ele poderia suportar, a responsabilidade de “cuidar do Sam” nunca foi tão grande. Não podemos esquecer de Sam e seu desespero ao descobrir que Azazel tinha planos pra com ele, planos que só fizeram sentido a partir da 5° temporada, só por isso podemos vislumbrar a engenhosidade e grandiosidade dessa temporada.

      Pois bem, ao decorrer dessa temporada, juntamos um número considerável de aliados, vimos a importância constante que Bobby tivera para os garotos após a perda de John, tornando-o assim personagem indispensável. Não podemos deixar de lado nosso querido RoadHouse, falar de Roadhouse e não falar de Ellen Harvelle é impossível, com certeza a mulher mais forte, determinada e temperamental da série, sem esquecer de sua filha Joanna Beth Harvelle/ Jo, aspirante a caçadora, garota jovem porém determinada e com personalidade, e como todos sabem possuía uma paixão platônica porém orgulhosa por Dean,  por último mas JAMAIS menos importante, nosso incrível Ash vulgo Dr. Badass, sua genialidade irreverente se faz marcante até os dias de hoje. Com uma presença assídua no RoadHouse, podemos perceber os primeiros contatos dos irmãos com outros caçadores, caçadores que nem sempre gozavam dos mesmos objetivos que eles, com exemplo disso, eis que surge Gordon Walker, caçador de gênio discutível e personalidade forte,que se fez presente em vários episódios sempre com o mesmo objetivo: tornar a vida dos irmãos o mais desagradável possível. Como que por  ironia não encontramos apenas caçadores psicóticos mas também criaturas que reviam seu conceitos e tentavam ser o mais humanos possíveis. Foi questionada fé, a existência de Deus, e a suposta aparição de um anjo, que não passava de um padre com crise existencial, mal sabia os Winchesters, que os diversos encontros com anjos estavam apenas começando, e que não existiam apenas anjos, mas também arcanjos disfarçados de tricksters, o que a princípio parecia apenas ser um vilão com ótimo senso de humor, se transformou em um ótimo aliado contra lúcifer e seu exército. Houve também a primeira possessão demoníaca em um dos Winchesters, uma das situações mais difíceis de ser efrentadas por Dean, afinal ver seu irmão naquele estado e não poder impedir era insuportável .Kripke usou muito das emoções dos irmãos para desenvolver essa temporada, o que de fato a tornou infinitamente mais interessante. Ao longo da estrada nos deparamos com um vírus, croatoan, que aparentemente surgiu do nada e que não tínhamos como conhecimento seu objetivo principal, mal sabíamos que ele seria um dos responsáveis pelo armagedon que estava por vir. Não posso esquecer-me de frisar um dos momentos mais marcantes, a reconstrução do nosso querido impala, foi indescritível a dor de o ver completamente acabado, não apenas para seu dono, mas também para todos os fãs. Afinal foi no impala que se deu origem as diversas risadas e discussões que acompanhamos ao decorrer da série e vê-lo totalmente imóvel era inacreditável. Mesmo com toda as dificuldades que enfrentara, Dean deu tudo de si ao concertar seu carro, devemos admitir que nunca o vimos tão confuso, como sempre reprimindo suas emoções, escondendo de Sam toda a sua dor por um bom tempo, e ao mesmo tempo descontando todas as suas angustias nas caçadas, nas pessoas e até mesmo no seu próprio carro. Gosto de pensar que nessa temporada os irmãos foram colocados a prova diversas vezes. Não apenas Dean, assim como o irmão Sam foi obrigado enfrentar a maioria de seus medos. Teve que matar a única mulher que amou depois de Jessica, encarou os planos de azazel  bravamente,  ao mesmo tempo em que tentava ao máximo não assustar seu irmão. John nunca fizera tanta falta. Já por outro lado Dean se viu no mundo sem seu pai, sem nenhuma ordem para obedecer, se viu confuso por ter que tomar as próprias decisões, ao mesmo tempo em que tinha que carregar sozinho o fardo que John deixara pra ele antes de morrer: Salve Sam ou mate-o, mesmo assim ele tentou salvá-lo até o último instante, mesmo com Sam morto, ele não desistiu. Foi-lhe aberta pela primeira vez a escolha de desistir das caçadas, e viver uma realidade alternativa totalmente deslumbrante, mesmo assim, a promessa feita a seu pai e as obrigações para com Sam, falaram mais alto.  Deparamo-nos com outros jovens psíquicos, como Sam, e tivemos a oportunidade de voltar 22 anos atrás e reviver a noite da morte de Mary mais uma vez, presenciamos a origem os poderes de Sam, desconhecidos por nós e até por ele mesmo. Era a primeira vez que Sam tinha se dado conta de como sua vida sempre foi marcada pelas caçadas.  Na minha percepção Kripke e sua equipe usaram de toda sua criatividade e astúcia nessa segunda  temporada , cheias de pontas soltas, que a princípio achávamos que nunca seriam atadas, MAS FORAM ! Essa temporada foi de um enredo incrivelmente brilhante, histórias que mesmo concluídas foram aprofundadas depois de anos, lembranças distantes foram revividas com uma riqueza de detalhes infinita.

O fato é que de certa forma, em tudo há seu lado bom e seu lado ruim, e principalmente nós como fãs deveríamos ser sensatos o suficiente para reconhecer isso. Significativo ou não, deveríamos SIM expor críticas construtivas. Eu pessoalmente acho a segunda temporada, uma das melhores nesses seis anos, foi muito bem trabalhada do principio ao fim e teve participações excepcionais, por meio destes não tem possibilidades de frisar os episódios que não gostei, pois não houve nenhum sequer. Devo admitir que seria hipocrisia da minha parte inventar argumentos para descrever três episódios como ruins, se na verdade não é isso o que eu penso a respeito de ambos  Obviamente eu me atrevo a questionar algumas idéias da produção para com alguns episódios, porém nesta segunda temporada não pude ressaltar nenhum, pois essa coleção de 22 episódios foi um das mais perfeitas ao meu olhar de fã.  Por essa forma também fica inexplicavelmente difícil escolher apenas três episódios que me marcaram positivamente diante de vinte e duas pérolas. Porém, escolhi os três que mais me edificaram , não apenas como fã, mas também como pessoa. (Acrescentei linhas a mais na descrição dos três episódios abaixo, por não ter citado os episódios que não gostei.) 

      In my time of dying (2×01): Confesso que esse foi um dos episódios que mais reprisei. Como citei anteriormente foi o pacto de John que culminou todas as ações que levaram o Winchesters onde estão hoje. Por essa forma gosto de pensar nesse episódio como o primeiro dominó da fileira. Não apenas o pacto de John que foi novidade nessa temporada, mas também a primeira experiência extracorpórea de Dean.  Esse primeiro episódio me fez refletir de uma forma inimaginável. Aonde um pai poderia ir para salvar um filho? Presenciamos o John agindo como um verdadeiro líder de família que sempre ouvimos falar, sacrificando a própria alma pelo filho mais velho. Eu pessoalmente fiquei atônica ao ver John chorando e agradecendo ao Dean por ele sempre cuidar da família, por ele substituir seu lugar de pai sem nunca ter reclamado. De certa forma a ficção e a realidade se chocam nesse momento. Pois quantos irmãos mais velhos atuam como a presença de um pai para seu irmão caçula? Provavelmente são poucos. Deu pra perceber o quão Dean teve que crescer após a morte e sua mãe, e o número considerável de seqüelas que ficaram nele ao longo dos anos.

      What is and what should never be: (2×20): Como citei antes, os irmãos foram postos em diversas provas ao longo desta temporada, e nesse episódio vemos uma difícil barreira a ser enfrentada por Dean. Tivemos conhecimento doque viria a ser um Djin e o grande poder que ele poderia exercer sobre suas vítimas, tentando eliminá-lo Dean  vai parar em um mundo surreal, completamente diferente da realidade que está acostumado a viver rodando as estradas norte-americanas. Ele finalmente tinha um lar! Sua vida era natural e tranqüila, tudo que sempre sonhará. Seu irmão não vivia sob perigo, portanto ele não tinha que protegê-lo como sempre fizera,  ele tinha sua própria vida agora, uma mulher que o amava e uma mãe para quem podia recorrer, mas como bom caçador sabia que nada era real, eis que surge a questão: ter a vida perfeitamente normal ou voltar para a exigente vida de caçador ? A vida que tirava tanto dele e não retribuía nada. A vida que lhe tirou seus pais e estava prestes a tirar seu irmão também. Devo admitir que Dean fez o que seu pai faria, sua atitude provou o quão parecia com John ao abrir mão da sua felicidade para salvar a vida das outras pessoas e principalmente a de seu irmão.

      All hell breaks loose (segunda parte 2×22): Como finalizar uma resenha da segunda temporada sem citar um dos seus episódios mais importantes? Continuamos esse episódio com Dean desolado ao presenciar sua família totalmente desfeita por Azazel, e prestes a cometer o mesmo erro de seu pai. Sam estava morto e a dor que ele sentia era demais pra continuar vivendo, a culpa por ter deixado seu único irmão morrer era pesada demais para carregar.  O desespero o deixou na ponta da prancha preste a dar o mergulho que faltava para que os planos de Lilith (ainda não mencionada )se concretizassem. Mal sabia Dean que esse pacto não afetaria apenas ele e sua família, mas sim toda a humanidade em si. Creio que mesmo desesperado Dean tomou a atitude certa. Por muitos ele foi considerado egoísta, afinal ele não poderia viver sem Sam mas Sam seria obrigado a viver sem ele. Já pra mim ele foi o herói que  nunca duvidei que fosse e o homem forte que se escondera durante tanto tempo por trás daquele sofrimento que ele não se permitia sentir e transforma em sarcasmo.Ter apenas um ano de vida não chegava nem aos pés de viver anos sem seu irmão. Talvez essa não fosse a atitude mais sensata de Dean, mas sem dúvida nenhuma, foi a mais corajosa. Como se o pacto mais importante da série não fosse suficiente kripke nos presenteou com a morte mais esperada de todas. Azazel morreu, e John veio especialmente do inferno para colaborar com sua morte, o que a deixou infinitamente mais emocionante. Ao final dessa temporada, vidas foram tiradas como a de Ash, e outros literalmente nasceram de novo, como Sam. Mas especialmente promessas foram compridas, John prometeu a Mary que mataria seu assassino e o fez, Dean prometeu que sempre cuidaria de Sam, e até no ultimo instante ele cuidou, mesmo que isso tenha custado sua própria vida. 

      Por fim digo que essa temporada foi cheia de erros e acertos, talvez tudo foi feito na medida certa, sem exageros. Houve drama, suspense, humor, tensão,terror, foi tudo que supernatural sempre deveria ser, mas principalmente foi único ! 

RENATA SARDINHA – 3º Lugar
(Prêmio – DVD oficial da primeira temporada de Supernatural)

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Créditos pela imagem: wallpapergate

The road so far –part 2
            Após um final de temperada de deixar o queixo caído, quando John e seus filhos sofrem um acidente de carro e todos estão muito maus, inclusive o impala, a 2ª temporada começa com um episódio que faz jus a série. “In my time of dying” trata do amor pela família, dos laços que unem os meninos e eles ao pai. A preocupação de Sam em curar o irmão é tamanha que ele recorre a um jogo de tabuleiro para se comunicar com o espírito de irmão. John que, para salvar o filho, faz um pacto com o Demônio de Olho Amarelo e entrega sua alma e o colt a ele.

            A 2ª temporada é focada em Sam e nos planos que o Demônio de olho Amarelo tem para ele. Aos poucos começamos a entender o que ele pretende com o “nosso” caçula. Ainda no 1º episódio John faz uma revelação bombástica a Dean, que ele próprio não entende na hora e que nós só  ficamos sabendo em “Croatoan”. “Se você não puder salvar o Sam, mate-o”.
Não preciso dizer como isso deixou os meninos perturbados. Sam, que já tinha encontrado outros iguais a ele, e que se mostravam pessoas que tinham se entregue ao mal. Dean, sempre obstinado, sem medir esforços para salvar o irmão que tanto ama.

Logo no início, Sam fica perdido com a revelação e foge do irmão, conhece Ava que, como ele, tem visões e fica na mira da arma de Gordon. Depois ele começa a tentar salvar o maior número de pessoas para garantir sua própria salvação. Porém, tudo isso vai muito mais além dos portões do inferno e de liderar um exército de demônios. Mesmo com a morte do Demônio de Olho Amarelo (que tenho que dizer foi uma cena fantástica) Sam não estaria livre de seu destino a caminho do mal. Essa é a beleza da série. Toda a verdade só vem a tona no final da 4ª temporada. Como eles conseguem fazer isso!! Amarrar todas as histórias e todos os mistérios para desembocar naquele momento?! Erick e seus produtores  são incríveis!!!
Mesmo tendo Sam no foco da lente, Dean não consegue passar despercebido. Ele vive maus bocados quando Sam desaparece (por 3 ocasiões). Ele fica desesperado só em pensar que algo possa acontecer com seu irmão. Em “Born under a bad sign” um demônio assume o comando de Sam e  faz com que Dean pense que ele matou um caçador e implora para que ele o impeça antes que ele mate mais alguém. Porém Dean não consegue, ele sofre, mas nem cogita a possibilidade de matar seu irmão.
No último episódio da temporada esse amor e devoção que Dean tem pelo irmão é colocado a prova, quando ele não suporta a idéia de perder o irmão, vê-lo morto em cima daquela cama suja, ele não aguenta e faz um pacto com o demônio da encruzilhada para trazer Sam a vida, mesmo tento só mais 1 ano de vida. Ele não se importa!! Alguns podem chamar de egoísmo, pois ele não quer viver carregando a culpa da morte de Sam, mas eu sei que ele fez isso por amor; um amor sem medidas, até um pouco doentio, mais um amor verdadeiro e leal. Tudo que ele fez a vida inteira foi manter a família unida, foi lutar para que Sam fosse criado o mais normal possível e Dean é o responsável por tudo isso. 

Ao longo da temporada conhecemos personagens que apareceriam mais vezes na série e se tornariam importantes peças para contar essa história como Ellen, Jo, Gordon e o brincalhão.
Minhas cenas favoritas são:

Em “everybody loves the crown” quando o meninos discutem por causa da atitude de Dean não querer falar da morte de seu pai e a cena final que ele, com muita ira, destrói  o impala com um pé-de-cabra (Meus Deus! Sem palavras)

Em “Childrens shouldn’t play with dead things” Dean e Sam conversam no acostamento de uma estrada e Dean chora em pensar que o pai fez um pacto para salvar sua vida.

Em” Crossroad Blues” As diversas cenas em que Dean barganha com a Demônio da encruzilhada são muito sexy. (Nem preciso falar que eu tenho uma queda pelo Dean).

Em “Playthings” Sam está bêbado por não conseguir salvar uma pessoa e depois a cena em que ele está passando mal no banheiro e Dean fica provocando.

“Heart” – Este episódio é muito bom em todos os sentidos, o lobisomem que é um ser explorado pelo cinema ganha uma nova versão sobrenatural. Além de duas cenas maravilhosas. ADORO!!! A primeira nem preciso dizer (é a favorita de todas as fãs apaixonadas de Sam/Jared). Sua noite de amor com Madison e a segunda é quando ele tem que matá-la. Sam chorando com a arma na mão indo em direção a ela e aquela música no fundo (é de cortar o coração).

“Hollywood Babylon” – Tem muitas ótimas cenas. Dean todo encantado com o clima de cinema, depois super empolgado com o trabalho de A.P. e comendo sem parar. É muito divertido!

Foi muito difícil não escolher “Folson Prision Blues” como um dos meus episódios favoritos (mas vocês só queriam 3). Esse episódio é dinâmico, diferente do que normalmente vemos na série e muito engraçado. Como sempre Jensen e Jared arrasam. Nele Também aparece o Guarda  Costas dos meninos como um dos presidiários que morrem.  Muito bom!!!
Três piores episódios:
“The usual suspects”  – Este episódio não me atrai muito. Acho que o tema dos Winchesters sendo presos e caçado pelo agente Federal  podia ter sido mais explorado. A parte que eu gosto é como eles se conhecem e estão sincronizados. Mesmo em salas diferentes eles agem e pensam da mesma forma. A história do espírito é até legal, mas acaba se tornando um episódio fraco. A atriz escalada para ser a detetive não se encaixou no personagem. Ela é feia e velha (sem querer ser preconceituosa) para ter um caso com o parceiro de trabalho.
“Houses of the holy” – Esse episódio é um paradoxo com o restante da série. Eles desconfiam de que quem está fazendo as pessoas matarem seja um anjo. Porém Dean não consegue acreditar que isso seja possível e discute com Sam em algumas cenas por esse motivo. Sam acredita e acaba recebendo uma visita deste ser, que no final se revela como o espírito de um padre.  (Sabemos que na 4ª temporada  temos Castiel e seus irmãos desembarcando para ficar). Tenho que ressaltar duas cenas que me chamaram a atenção; No início do episódio quando Dean está deitado numa cama massageadora ouvindo música amarradão e a conversa final entre os irmãos tendo ao fundo a música Knocking on heavens doors.
“Roadkill”   Fazendo uma clara referência a um grande sucesso do cinema “O sexto sentido” este episódio  não emplacou na minha opinião. Não sei bem o que é, mas a história não consegue me atrair mesmo tendo cenas boas de caçadas, de perseguição pela floresta. A maior parte do tempo Sam e Dean procura o local onde o cara teria sido enterrado para poder queimar seus ossos.  No final descobrimos que a mulher que passa o episódio todo sendo protegida por eles também é um espírito que não consegue se libertar e os meninos a ajudam a fazer isso, mostrando-a a verdade.
Três Melhores episódios
“Tall tales” – Um “inimigo” muito divertido é apresentado neste episódio. O brincalhão se encaixou tão bem no contexto da série que reaparece em outras temporadas, sempre em episódios memoráveis.  Foi muito divertido ver os meninos brigando como duas crianças mimadas e todas aquelas lendas muito conhecidas (E.T., jacaré do esgoto) sendo contadas do ponto de vista de sobrenatural.  O brincalhão consegue encanar os Winchesters e senão fosse por Bobby, eles não teriam resolvido o caso (não resolvido de verdade). Todas as cenas que eles contam a versão exagerada de cada um é muito legal. Dean no bar com a estudante e bebendo licor de amora, Sam que abraça um estudante dando-lhe forças para superar o ocorrido. São todas muito legais!
“What is and what should never be” – Este episódio é um dos meus favoritos porque, mais uma vez, se baseia no amor pela família.  Um gênio consegue transportar Dean para seu sonho onde sua mãe está viva e todos tem uma vida normal. (Pausa para apreciar a cara de cachorrinho abandonado com Dean quando encontra pela primeira vez com a sua mãe) Ele está casado, Sam está com a Jess e muito feliz, seu pai teve uma vida plena e morreu dormindo é tudo muito bom. Porém ele fica tendo visões de uma garota e começa a desconfiar de tudo. Ele descobre que todos os que a família salvou estão mortos e decide visitar  o túmulo do pai. Depois disso ele vai atrás da criatura e descobre que é apenas um sonho. Na cena final, quando ele conversa com Sam sobre o que eles deixaram para trás, é muito comovente.
“All hell breaks loose – part 2” – Esse episódio já começa super bem com a música que se tornou o hino da série (carry on wayward son). Depois ver todo aquele sofrimento e culpa de Dean pela morte do irmão é demais!! ( De todos os episódios que supernatural, acho esta cena a mais linda de todas pois ali é só a emoção do ator, não tem nenhum efeito, nada. È só Dean falando para seu irmão morto). Como sempre eles conseguem um jeito de driblar a morte (os meninos são especialistas nisso) e Dean faz um pacto com o demônio da encruzilhada: para salvar Sam ele vende sua alma e ganha apenas mais um ano de vida. Eles não conseguem impedir Jake de abrir os portões do inferno mas conseguem matar  o Demônio de olho amarelo e de quebra libertar John (uma cena maravilhosa).            

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4 thoughts on “PROJETO THE ROAD SO FAR – TEXTO DOS VENCEDORES

  1. Parabens aos vencedores e a todos que participaram, vcs são otimos e provaram mais uma vez a razão desta serie ter os fãs mais malucos do universo…

    Parabens.

  2. lia

    merecido, muito bom mesmo tds estão de parabéns

  3. Meus parabéns aos vencedores. Definitivamente voces escrevem muito bem. Já pensaram em se tornar escitores/autores ???
    Que tal um HELP para a Sera ?

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