[Análise Hunter] Sacrifice por Guilherme Santos

Vamos para a minha primeira Análise Hunter no Supernatural is Life.

Uma das minhas maiores preocupações, assim que uma temporada aproxima-se de seu fim, é se a mesma terá um final digno daquilo que tem mostrado nos outros 21 ou 22 episódios. Esta, aquela que, para mim, marcou o renascimento de Supernatural, não poderia ter acabado de maneira mais satisfatória. Foi sem dúvida um dos melhores e mais intensos finais da série.

Começamos por The Carver, um dos maiores responsáveis por isto. Sem ele, Supernatural teria tomado um rumo diferente e algo muito pior viria a ser o resultado disto. No entanto, as coisas não continuaram da maneira que estavam e nada de ruim aconteceu. Muito pelo contrário. A partir do momento em que Jeremy assumiu o controle, foi dado início a uma nova era. Uma era mais do que promissora, que nos levaria a este incrível final de temporada.

Temos o privilégio de rever no início do episódio uma das personagens femininas mais queridas entre o fandom, a Xerife Jody Mills. Mas, como de costume em Supernatural, a nostalgia dura pouco. Crowley chega ao restaurante e passa a fazer companhia a ela, o que deu a entender que Jody seria a próxima vítima do Rei do Inferno. Seu feitiço é interrompido por uma ligação de Sam e Dean, os quais optam por aceitar o acordo proposto pelo Rei no episódio anterior. Confesso que, apesar de ver a nossa querida Xerife agonizando no chão, não consegui segurar o riso ao perceber que o toque do celular do Crowley era a música “Baby Got Back”. O mesmo serve para a cena seguinte, onde Kevin aparece desenterrando a outra parte da Tábua em frente a uma placa estampada com o desenho do diabo.

Metatron e Castiel dão continuidade ao plano de fechar as portas do Céu para sempre. O escriba de Deus revela a Cas o segundo dos nada suspeitos testes, após fazer uma pequena descrição sobre Deus, cuja aparição está se tornando cada vez mais viável por ser tantas vezes mencionado. Quanto a Metatron, devo dizer que o imaginava diferente (leia-se autoritário, mais solene e menos pateta) e que fiquei um pouco surpreso com a personalidade mostrada pelo personagem.

Sam e Dean vão até o lugar onde Bobby morava (o que foi outra surpresa, pois não esperava ver aquele cenário novamente, ao menos não tão cedo) para o que Crowley acreditava ser a “rendição total e irrestrita” dos irmãos. Este é surpreendido ao saber que ele é o terceiro teste. O que, se for analisar, é uma ótima ideia. Independente do quão difícil e arriscado. Já que Crowley é o único demônio à vista, não teria porquê não curá-lo. Também não posso deixar de ressaltar a expressão em seu rosto no momento da descoberta, a qual foi simplesmente impagável.

Após Naomi sequestrar Metatron e Crowley ser levado até um lugar de solo consagrado, temos uma das que seriam as últimas conversas entre os irmãos antes do cumprimento do terceiro teste. Dean sugere a Sam o que confessar, o que me deixou com pena do Winchester caçula. Ele sabe que, por mais que tente melhorar, por mais que tente compensar, a culpa que carrega por todos os erros mencionados por seu irmão irá eternamente assombrá-lo. Cas aparece solicitando a assistência de Dean e este, mais uma vez, sai em missão de ajudá-lo. Embora tenha anteriormente deixado claro que preferia ficar e cuidar de Sam. Isto faz, sempre fez e sempre fará parte da essência do personagem. Aceitem ou não.

Sam aplica a primeira dose de sangue purificado em Crowley, o qual mostra-se ainda cético em relação ao fato de que será curado. Dean e Cas entregam a tábua dos anjos à Kevin e pedem que ele faça o seu melhor para traduzi-la o quanto antes. A reação do profeta foi compreensível. Ele pensa que o que está vivenciando é passageiro, que tudo um dia acabará e que vai poder voltar a ter uma vida normal. Depois de tudo o que vimos até hoje em Supernatural, principalmente a maneira que as tentativas dos irmãos de ter uma vida normal acabaram, podemos dizer com segurança que não tem saída. Kevin amadureceu bastante desde que o vimos pela primeira vez, mas ainda não aceitou esta ideia.

No seguinte, enquanto a segunda dose é aplicada no Rei, vemos que este finalmente passa a levar a sério o que está acontecendo por morder o braço de Sam e realizar um feitiço de sangue, com o intuito de pedir ajuda. Convenhamos que o Alce foi um tanto quanto amador por ter a ingenuidade de pensar que Crowley não fez o que fez com segundas intenções.

Já no bar onde a vadia celestial havia sequestrado o escriba pateta, Dean alerta Cas sobre quais poderão ser as consequências de fechar as portas do Céu. Logo depois, o Cupido entra em ação e proporciona uma das cenas mais engraçadas do episódio. Quem imaginaria que a mulher era o Cupido e que os dois caras formariam um casal gay? Hilário.

E então, veio Abbadon, informar a Crowley de que ela acha um absurdo o status do mesmo estar como Rei do Inferno e que pretende mudar isto. Importante ressaltar o trabalho magnífico que a equipe de efeitos especiais tem feito nessa temporada. Abbadon pegando fogo e saindo em forma de fumaça foi sensacional. Porém, em consequência do modo que a cena acabou, creio que a deusa chamada Alaina Huffman infelizmente não será a atriz a interpretá-la na próxima temporada.

Dean e Cas recuperam o arco do Cupido, com o consenso do mesmo. Aprendemos mais um pouco sobre o escriba de Deus, devido a uma conversa entre ele e Naomi. Sam continua com as doses e Crowley tenta convencê-lo a parar, dizendo coisas que nunca esperaríamos ouvir dele, mostrando um lado diferente, o que acabou me deixando com pena. Destaque para a atuação brilhante do Mark Sheppard neste e em todos os outros episódios nos quais apareceu. O cara é f*da demais. Tenho a sensação de que veremos um Crowley totalmente diferente daquele temos visto até agora.

A inversão dos papéis. Apesar de que não sabia muito a respeito de Metatron, não pensava que ele fosse assumir o posto de vilão da história, que no que diz respeito ao Céu, eu imaginava ser ocupado pela Naomi. A ex-vadia informa a Castiel e Dean sobre as verdadeiras intenções do escriba, volta para o Céu e é morta pelo pateta que, no final, de pateta não tinha nada. Sentirei falta de você também, Amanda Tapping.

Cas leva Dean até a capela onde havia deixado Sam com o Rei do Inferno e imediatamente volta para o Céu dizendo que não está errado e que irá concertar seu lar, mais uma vez pensando que está fazendo o certo. Metatron revela que, ao invés de testes, era um feitiço. Em seguida, retira a graça de Castiel para finalizá-lo e o manda de volta para a terra.

A conversa entre Dean e Sam. Definitivamente a cena mais tocante do episódio e da temporada. Jensen e Jared deram um show. Como eu citei mais acima, Sam carrega uma culpa enorme pelos seus erros e a prioridade de Dean será para todo o sempre Sam.

A cena final foi surpreendente. Venho novamente a elogiar a equipe de efeitos especiais. Os anjos caindo foi algo estrondosamente bem feito. Tanto acontecendo ao mesmo tempo. Tanto a ser respondido na próxima temporada. Como disse no início da análise, não poderia ter acabado melhor. Faço das palavras do produtor Russ Hamilton as minhas: a truly Supernatural epic ending to a kickass season.

Clique aqui para ler a análise da Suelen.
Clique aqui para ler a análise da Vicki.
Clique aqui para ler a análise da Clarice.

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24 thoughts on “[Análise Hunter] Sacrifice por Guilherme Santos

  1. Monteiro

    Puta merda, que season finale foda de Supernatural. Depois da bosta que foi a 7ª temporada, essa 8ª salvou a pátria!

    1. Concordo, Monteiro. Não há comparação entre a brilhante oitava temporada e as caóticas sexta e sétima.

  2. Clenio

    Foda. Muito boa análise.

  3. Amazing, Gui! Vc me lembrou que não dei o devido valor a certas cenas e momentos. Como eu disse na análise da Cla, cada um ta pegando inconscientemente um ponto diferente e ainda assim creio que não esgotaremos todas as possibilidades. Parabéns!

    1. Com certeza, Vicki. Como você mesma disse, isto é o que está sendo mais legal. Obrigado pelos elogios, aliás.

  4. Gabriel

    o final seria melhor, se o sammy se sacrifica-se para o bem maior, acho que está na hora de separar os dois, ai creio que o sammy se sacrificando ele estaria num lugar proximo de Deus, onde a serie teria que mostrar o tão personagem que está somido desde da ultima batalha entre o céu e o inferno. acredito que a serie podia fazer um final mais intenso… com o sacrificio de sammy, o unico modo do Dean se falar com ele seria por sonhos, onde no céu o sammy estaria puro sem seu lado demoniaco, etc..

  5. Sem expor muito sua opinião, você fez um resumo completo .Bem eu tenho que ressaltar as parte cômicas. Como Dean falado pro Sam seus sete pecados capitais kkk e no ultimo nem era dele kkkk
    Que sera que ele aprontou com a garota ? Ri bastante.
    Uma outra coisa hilaria, no bar o homem forte, barmam ,se apaixonanda pelo outro cara, rachei de rir, acarinha que fizeram e o rosto do Dean. Fala serio!
    Eles conseguiram fazer a analogia de surpenatural inteira em um episodio. O divertidode Dean , junto com a angustia de Sam com o ritual macabro. A parte da diversão da brincadeira da leveza ficou por conta brilhantemente por Jensen, ele é mestre nisto. Já a parte do (DRAMA do sofrimento do choro da emoção foi abnegada por Jared e sem duvida ele arrasou ) E Mark tenho que tira o chapéu pro cara, incrível. A voz dele mudando de tom falando dos seriado com um fân incondicional deles, achei o maximo . Sam fazendo cara de não sei. E pensando que esta acontecendo com este Homem? foi demais … Mark alternou drama e comedia ao mesmo tempo, rir e sentir raiva dele ao mesmo tempo. E depois dele ficar tanto tempo chamando Sam de Alce, ele volta com um certa ternura e chama ele pelo seu nome Sammmmm ! Amei! Claro depois ele deu espaço para os protagonista brilharem. Muito bonito lindo emocionante o dialogo entre os dois gostoso do pedaço!transcorreu em uma igreja , lugar sagrado de pedidos de redenção e perdão.
    Bem como tudo pode acontecer em Supernatural Bobby poderia voltar como GOD! na nona temporada rsrsrs
    Adorei sua analise , eu até fique pensando: Ele deve ter assistido parte por parte e transcreveu sucintamente cada evento. Dizer que eu já assisti umas, dez vez é pouco , eu sou Crazy .E cada vez que leio uma analise diferente vou conferia o ponto que cada um, observou melhor!
    Parabéns Guilherme .Espero que invente alguma coisa pra gente ficar debatendo aqui. Abraço

  6. Gui, parabens por sua analise, vc falou um pouco de cada cena e de como vc viu cada pedacinho dela…

    Valeu, gostei de ler, e me fez relembrar que quero ver novamente esse epi e o qto gosto desta serie.

    Bjs e bom domingo

    Cla;}

  7. Mizinho

    Só uma perguntinha,alguém ai com saudades da Sera Gamble?,kkkkkkk

    1. Não, nem um pouco, aliais já me esqueci quem ela era…

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Bom final de semana.

      Cla;}

    2. Rodrigo

      kkkkk É muito difícil encontrar alguém que guarde um certo apreço pela “era Sera Gamble”. Até gostei da sexta temporada, aquele Sam sem alma foi legal, embora a esmagadora maioria dos fãs tenha odiado.
      Na verdade, nunca fui de criticá-la, gostava dela como escritora, além de achar que tem seus méritos por haver aceitado o comando da série quando o fim parecia certo após a saída de Kripke.
      No fim, reconheço os equívocos que cometeu como showrunner, a sétima temporada foi triste mesmo, o que ficou evidente com o trabalho de Jeremy Carver a partir da metade da oitava temporada.

      1. O meu problema com aquela senhoura não foi ela tirar a alma do Sam, o Jared matou a pau aqueles epis em que estava sem alma, foi o fato de que eles tinham um “plot” p la de legal – almas – e não desenvolveram porcaria nenhuma… e em segundo lugar o fato dela ter transformado o Dean em um bebado chato e sem função na serie a não ser reclamar e beber.. com excessão de algums episódios… e uma coisa que aconteceu que nem ela tava esperando, tipo o tiro saiu pela culatra é que aquela senhoura esqueceu QUEM interpretava o Dean, pois o Sr. Ackles, tirou literalmente sangue de pedra de meia palavra.. isso é talento.. mas como já disse, quase nem assisto as 6a e 7as temporadas, tenho os boxes, mas escolho a dedo os epis que revejo…

        Boa segunda Rodrigo..

        Cla;}

        1. Rodrigo

          kkkkkk Sera Gamble realmente fez estragos com Dean, embora tenha gostado de um pouco mais de dramaticidade no personagem, em muitos momentos ele ficou irreconhecível. Por pouco não frequentou reuniões dos alcoólicos anônimos. Jensen, pelo que vi em uma entrevista tempos atrás, também detestou o trabalho dela.
          Boa semana!

          Não o parabenizei antes, mas o faço agora. Muito boa sua primeira review Guilherme! Não teço outros comentários porque seria falar mais do mesmo.

  8. Mizinho

    Acredito que na próxima temporada,o “sobrenatural” deixará de ser um “segredo” afinal,(acredito eu) todos os humanos presenciaram a “chuva de anjos” e ñ pode se dizer que é uma “chuva de meteoritos”(igual o que aconteceu na Rússia esse ano),bom acredito né

  9. Lule

    Guilherme que bom que sua primeira análise foi sobre um episódio fantástico.
    Gostei muito que você mencionou o lugar do Bobby.(ai que saudade )
    A cara dos meninos… O que será que estavam pensado?
    Tomara que algum daqueles anjos seja amigos dos meninos e traga o Bobby de volta

    1. Obrigado pelo comentário, Lule. Realmente, o episódio facilitou.

  10. Gostei muito da sua Análise Gui! vc citou todos os momentos importantes e seu ponto de vista sobre eles… me fez pensar e analisar o episódio novamente, é legal “vê-lo” sob sua ótica!
    Parabéns garoto!

    1. Muito obrigado, Su! Adorei a sua análise também.

  11. Abaddon Team!

    Um coisa interessante que ninguém tocou ainda a nível de roteiro da 8ª temporada!

    Fora as amarrações e costuras muito melhor finalizadas dos episódios dessa temporada, existem umas meta-mensagens subliminares bem interessantes espalhadas por aí, que não vimos desde a 6ª temporada. Por exemplo: Todo mundo sabe que o profeta Chuck era o alter-ego do Eric Kripke (criador da série), e que ele “sumir no ar” em ‘Swan Song’, era uma referência a própria saída do Kripke como showrunner. Na 6ª temporada, no ‘The French Mistake’, o melhor episódio meta de Supernatural, a morte do “Kripke real” fechava esse processo de transição o qual a série passava na época.
    Já nessa temporada, e acredito que ninguém visualizou muito bem, temos Abaddon, por vezes como alter ego do próprio atual showrunner Jeremy Carver, ou até mesmo um elemento que reascende aos poderosos demônios das quatro primeiras temporadas – e pq não, a principal essência de Supernatural – o medo.
    Achei divertidíssima a cena em que ela soca o Crowley, e solta a seguinte peça: “Sabe o que eu achei mais chocante ao viajar no tempo através de um closet e parar em 2013? Alguém ter a brilhante ideia de transformar você em ‘Rei do Inferno’!” – Uma clara referência a era Sera Gamble.

    Enfim, eu acho esses east eggs geniais! Só Supernatural consegue fazê-los tão bem!

    1. Anna Beatriz

      Esse comentário é o poder. Eu não tinha percebido isso antes mas faz todo o sentido

  12. Gi

    Ótima analise, sem mais!!

    1. Obrigado, Gi! Fico muito feliz que você tenha gostado.

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