[Análise Hunter] “Lily Sunder Has Some Regrets”

Olá, hunters! Então, temos muita coisa para falar desse episódio “com foco no Castiel”!
Para começar, o “ANTES” foi um tiro bem dado em mim. Sempre que aparece uma cena do começo da série (nesse caso, cena do 4×02), principalmente cenas em que o Dean ainda está usando o samulet, eu fico com saudades e tenho uma urgência de assistir tudo de novo, mais uma vez. Falando dessa cena em especial, eu gostava da época em que o Castiel era um “guerreiro de Deus” pela ideia de ele ser bem poderoso, um faz-tudo em potencial.

Nessa décima segunda temporada, as habilidades dele estão meio confusas para mim. Ele não consegue mais se teletransportar e nem saber onde Sam e Dean estão quando são levados pelo FBI – aliás, isso traz aquela dúvida: os símbolos enoquianos que Castiel gravou nas costelas dos meninos ainda existem, ou o Cass não conseguiu encontrá-los simplesmente porque não tem mais o poder de achar pessoas? Porque, por algum motivo, outros anjos conseguiram encontrar Sam e Dean depois que os símbolos enoquianos foram colocados (na quinta temporada), e faria sentido que o Cass agora pudesse achá-los –, mas ele nem pisca quando Sr. Ketch atira uma granada e a “rádio angelical” ainda funciona muito bem, o que fez com que ele soubesse que um nefilim foi gerado e ouvisse o pedido de ajuda de Benjamin. Além disso, ele consegue curar o ferimento do Ishim, mas fica totalmente fraco por um tempo. Então, exatamente quão poderoso ele é agora?

Quanto ao fato de o Dean estar louco da vida com a ideia das consequências em escala cósmica que seguem a quebra de um pacto de sangue, essa é uma das raríssimas vezes (e eu não consigo me lembrar de nenhuma outra) em que eu não concordei inteiramente com ele. Claro, Castiel agiu no calor do momento e foi uma atitude bem radical (para não dizer estúpida) da parte dele, mas, pensando bem, que escolha ele tinha? Ele era o único que podia fazer alguma coisa, já que Sam e Dean estavam imobilizados, e a solução da Mary seria se matar no lugar deles (de um deles, no caso). Só havia mesmo três escolhas: ou a Billie levaria um dos irmãos (o que seria inconcebível), ou levaria a Mary (o que, na verdade, não me abalaria tanto assim, e já, já eu explico o porquê), ou a Billie teria que morrer. Eu entendo a preocupação do Dean, mas ele tem um histórico que mostra que ele costuma fazer qualquer coisa para a sobrevivência da família primeiro e se preocupa com as consequências depois, o que é lindo e eu adoro, mas a solução dele seria que ele morresse de novo – porque não acho que ele iria deixar que a Billie levasse o Sam –, então, preferi a solução do Castiel mesmo. Eu gostava da Billie, mas ela tocava o maior terror falando “da próxima vez que vocês morrerem, vou me certificar de que vai ser pra sempre”. Pelo menos agora dei uma relaxada. Além do mais, esse argumento do Castiel foi bom, né?

Agora, o motivo de eu não ter ficado muito preocupada com a vida da Mary foi: para mim é antes ela do que Sam ou Dean. Eu não estava preparada para ver um deles morrer de novo.
Entendo perfeitamente que a Mary tenha problemas em aceitar e se acostumar com a vida que ela tem agora, mas ela está de volta há meses. De quanto tempo mais ela precisa? Ela já não pensou o suficiente em como é triste que seus filhos tenham se tornado exatamente o que ela temia que eles fossem? Ela ainda não chegou a pensar no fato de que o mundo já teria acabado várias vezes sem eles? Não que ela tenha perguntado como foi a vida deles nem nada, então ela provavelmente nem sabe sobre tudo o que os dois já passaram, mas é por isso mesmo que eu não estou com uma visão muito simpática dela no momento.
Por favor, alguém que entende o lado dela nessa história, me dê uma luz, porque por enquanto, eu só estou ficando irritada com ela. O Sam diz que ela não é o tipo que vai “ficar em casa e fazer canja para o jantar”, mas não era isso o que ela sempre quis da vida, uma “apple pie life”, vida normal, longe de tudo que é sobrenatural? Claro, isso pode ter mudado quando ela voltou da morte, e pessoalmente eu gosto da ideia de ela ser uma caçadora incrível, mas que resistência é essa que ela tem com relação aos filhos? Eles são as únicas pessoas que ela tem. Ela não tem o sentimento maternal com relação aos dois homens enormes em que os bebês dela se transformaram, tudo bem, mas como ela vai adquirir esse sentimento, ou qualquer outro, se ela foge dos dois? Eu não estou pedindo que ela faça canja para o jantar, não estou pedindo nem que ela seja mãe. Eu só queria que ela se esforçasse mais para se aproximar.
Então, quando ela decidiu que ia se entregar para a Billie, mesmo que eu soubesse que ela não ia realmente morrer agora, meu primeiro pensamento foi “antes ela do que eles”.

Depois, claro, eu considerei o trauma terrível que Sam e Dean iriam sofrer vendo a mãe morrer por um acordo que eles fizeram, e aí pensei que a morte da Billie era dos males o menor no momento.

Desabafo feito, não posso esquecer de comentar o arco principal do episódio: Lily Sunder. Eu torci por ela mesmo antes de saber tudo o que ela tinha passado na mão do Ishim, porque deu pra ver na cara dele que ele não era o tipo de anjo “estou só cumprindo meu dever”, ele era o tipo mau mesmo. Também gostei que ela ficou viva – porque houve um momento em que eu pensei que ela ia conseguir matar o Ishim, mas que acabaria morrendo junto –, o que significa que ela pode aparecer de novo em algum momento para ajudar com seus feitiços enoquianos.

“Te vejo na próxima temporada”.

Para encerrar o episódio, nos deixaram com duas boas perguntas.
A primeira: como eles vão lidar com o filho ou filha de Lúcifer?
Nossa única referência sobre nefilins em Supernatural é aquela garçonete que o Castiel matou na oitava temporada, como primeiro teste para fechar as portas do Céu. Para falar a verdade, não achei que ela foi um grande desafio: a única habilidade ameaçadora que ela mostrou foi uma força sobre-humana. Ela dá a entender que pode ver a verdadeira face dos anjos quando diz a Cass e Metatron que podia ver suas auréolas, mas claramente tentava viver uma vida normal e, o mais importante, algo aconteceu para que os anjos a deixassem viva. Meu chute é que o anjo pai (ou mãe) dela tenha dado um jeito de esconder o nascimento, já que o Castiel mesmo não sabia que a mulher existia, mas o que importa é que ela é a prova de que um nefilim pode ser uma pessoa normal, não necessariamente perigosa. Por outro lado, dessa vez estamos falando da cria de Lúcifer, um arcanjo… O que será que vem aí?

E a segunda pergunta: quais serão essas consequências cósmicas? Ou melhor, o que mais pode acontecer com os Winchester?

“Coisas como ‘consequências cósmicas’ têm o habito de acabar nos dando uma surra”.

A única coisa que eu peço é que não seja nada que vá separar Sam e Dean, nem por brigas e nem pela morte de um, porque o quer que seja, não vai ter nem chance se os Winchester estiverem juntos, como sempre.

Beijos!

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